Em pleno século XXI, frequentar um bar, espaço de lazer, conversa e celebração, ainda pode representar insegurança para muitas mulheres. Mesmo com certificações e políticas públicas, ainda existe uma lacuna: muitas vezes apenas um funcionário é treinado, e a presença de um selo não garante que o ambiente realmente esteja preparado para acolher, proteger e agir diante de situações de risco.
O projeto Selo Segurança Mulher + nasce para transformar bares em espaços seguros e conscientes, com protocolos de acolhimento, treinamento completo das equipes, canais de denúncia, parcerias de transporte seguro e comunicação clara.
O Instituto Elas, que desde 2019 atua em Bauru/SP no acolhimento e inclusão produtiva de mulheres em situação de vulnerabilidade, oferece suporte completo para essa transformação.
Convidamos bares que desejam ir além do checklist e se tornarem referência em respeito, segurança e empoderamento.
Porque segurança não é cartaz, é cultura, é prática e cuidado.
A violência contra a mulher segue sendo uma realidade estrutural no Brasil. Segundo o Atlas da Violência 2025, elaborado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 47.463 mulheres foram assassinadas entre 2013 e 2023. Somente em 2023, foram 3.903 mulheres vítimas de homicídio.
Nos espaços de lazer, a vulnerabilidade também existe. Bares, restaurantes, baladas, casas de show e eventos precisam estar preparados para reconhecer sinais de risco, acolher mulheres em situação de violência e agir com responsabilidade.
O Protocolo Não se Cale, criado pelo Governo do Estado de São Paulo, representa um avanço importante ao estabelecer diretrizes para o atendimento de mulheres em situação de risco nesses ambientes.
Mas ainda há uma lacuna entre a existência formal do protocolo e a segurança concreta das mulheres. Em 2026, o Procon-SP abriu consulta pública justamente para medir o conhecimento da população sobre o protocolo e a percepção de segurança em bares, restaurantes e casas noturnas.
Segurança não pode ser apenas um cartaz na parede.
Precisa ser uma prática viva.
É nesse espaço entre a norma e a prática que nasce o Selo Segurança Mulher +.
O projeto vai além do cartaz, além do checklist e além da capacitação isolada. Levamos conhecimento, esclarecemos dúvidas, apresentamos situações reais e construímos, junto aos estabelecimentos, uma cultura de prevenção, acolhimento e resposta responsável.
Também apresentamos aos funcionários toda a rede de apoio local, municipal e regional, para que saibam não apenas identificar uma situação de risco, mas também orientar, acolher e encaminhar corretamente a mulher que precisa de ajuda.
O Selo Segurança Mulher + propõe uma mudança de cultura: com treinamento real, protocolos vivos, canais de denúncia, comunicação clara, equipe preparada e compromisso contínuo dos estabelecimentos.
As mulheres enfrentam uma rotina exaustiva de trabalho, cuidados domésticos, filhos e responsabilidades emocionais que deixa pouco tempo para o lazer. E mesmo quando conseguem esse tempo, ele não representa descanso, mas um estado constante de alerta diante da possibilidade de assédio ou violência. Essa sobrecarga afeta todas as mulheres, mães, chefes de família, mulheres lésbicas, bissexuais, trans e travestis, que muitas vezes não encontram espaços seguros para relaxar. Os impactos são profundos: estudos mostram que mulheres têm 73% mais chances de sofrer burnout do que homens, resultado direto da falta de descanso e da tensão constante.
No Brasil, pesquisas revelam que 66% já sofreram assédio em ambientes de lazer e a maioria evita bares ou festas por se sentir insegura. Estar desacompanhada em um bar ainda é visto como sinal de disponibilidade, e o assédio é muitas vezes banalizado, tornando-se porta de entrada para violências mais graves.
Embora existam leis como o protocolo “Não é Não”, que exige medidas de acolhimento em bares e eventos, muitos estabelecimentos não cumprem as normas por falta de treinamento e estrutura. Foi diante desse cenário que nasceu o projeto: uma iniciativa criada por mulheres para mulheres, com o objetivo de capacitar bares, baladas, eventos e restaurantes a acolherem vítimas de forma segura, eficiente e humana. O foco é garantir que todas possam existir e desfrutar do lazer sem medo.
Julia Herrera
Advogada
Amanda Jordão
Advogada
O Instituto Elas, sediado em Bauru/SP, é uma associação que desenvolve ações de defesa e garantia de direitos, através de acolhimento, apoio jurídico, social e psicológico para mulheres em situação de vulnerabilidade.
Com expertise em processos de empoderamento feminino, inclusão produtiva e enfrentamento à violência, o Instituto Elas traz ao setor de bares, baladas, eventos e restaurantes uma abordagem que ultrapassa o “treinamento pontual” visa criar ambiente, cultura e cadeia de suporte.
1 – Treinamento completo para todo o time de bares, baladas, eventos e restaurantes (não apenas 1 pessoa): atendimento de mulheres em situação de risco, protocolo de acolhimento, canal de denúncia, integração com parceiros de transporte seguro.
2 – Certificação “Selo Segurança Mulher +” emitida pelo Instituto Elas: o bar recebe placa visível, e no menu o drink exclusivo
3 – Revalidação anual: a cada 12 meses o bar passa por treinamento de upgrade para manter o selo ativo.
4 – Treinamentos especiais para momentos de maior vulnerabilidade ou fluxo (ex: Carnaval, grandes jogos, eventos temáticos) para reforçar o acolhimento e segurança nessas datas.
• Redução de riscos e conflitos no ambiente
• Aumento da percepção de segurança pelo público feminino
• Maior tempo de permanência das clientes no bar
• Fortalecimento da imagem e reputação da casa
• Ação de impacto social concreta e comprovável
• Diferenciação da concorrência local
Instituto Elas
(14) 99681-8575
contato@institutoelas.com.br
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